J.-B. Chautard

Voltar para lista de autores

Livros do autor

BiografiaJ.-B. Chautard

Nasceu em Briançon, França, a 12 de março de 1858. E faleceu na abadia de Sept-Fons, a 29 de setembro de 1935.
Embora seu pai não fosse católico praticante, e até simpatizasse com as ideias de Voltaire, a mãe, Clarice Sales, incutiu-lhe uma sólida formação Cristã.
De feitio irrequieto e destemido, apreciava desportos duros e escaladas perigosas nas montanhas da sua região. Aos 14 anos, terminado o curso secundário, deixa sua terra natal para estudar na Escola Superior de Comércio de Marselha, onde conclui, brilhantemente, os estudos.
Estando a rezar, certo dia, numa capela desta cidade, sente um apelo profundo para se dedicar a Deus e às almas. Decide, então, entrar para a Ordem de Cister. O pai opõe-se violentamente. Jean-Baptiste também não cede. Um dia, o pai dar-lhe-á razão.
A 14 de abril de 1877, chega à Trapa de Aiguebelle, um velho mosteiro construído num lugar agreste, onde tudo é silêncio, solidão e paz. À medida que os dias passam, convence-se de que não se enganara. A 6 de maio, reveste o hábito branco de Cister e começa os estudos sacerdotais, sendo ordenado padre a 3 de junho de 1884.
Em 1897, Jean-Baptiste é eleito abade do mosteiro de Chambarand. Em 1898, o abade-gral da Ordem encarrega-o de adquirir e restaurar o primitivo mosteiro de São Bernardo, em Cister, que, há muito, deixara de pertencer à Ordem, e jazia em ruínas. Sem perda de tempo, mete mãos à obra, e com tanto êxito que, pouco depois, o mosteiro é comprado por uma benfeitora e restaurado. 
A 1 de outubro desse mesmo ano, um grupo de monges canta as primeiras vésperar em Nossa Senhora do Rosário de Cister.
A 16 de junho de 1899, Dom Chautard é eleito abade de Sept-Fons. A abadia está no seu máximo esplendor, e possui numerosos mosteiros na França, China, Japão, Austrália, Palestina e Brasil. 
A partir de 1901, desencadeia-se em França uma violenta perseguição contra a Igreja Católica. Dom Chautard é incumbido pela sua Ordem para a representar em Paris. Consciente da sua responsabilidade, quer conhecer onde estã o perigo. Insinua-se nos meios políticos, trata com os parlamentares de todas as tendências e faz-se respeitar, até mesmo pelos mais anti-clericais, como o primeiro-ministro Clémenceau, que admirava a sua coragem e integridade.
Durante 12 anos, preocupou-se com a sorte de todos os mosteiros cistercienses da França. Período de trabalho exaustivo, no qual chegou a trabalhar 20 horas por dia, passando, algumas vezes, até três dias sem um instante de sono. Teve a alegria de receber um grande número de noviços que se formaram nos seus conventos.
Durante a guerra de 1914-18, diante das ruínas dos mosteiros e da mobilização dos seus religiosos, parte para a frente de combate, com o distintivo da Cruz Vermelha no braço, mostrando enorme coragem. "Nada é custoso - repetia - quando se trata de ser útil aos meus filhos. Data desta épca na vida interior para a fecundidade apostólica. A sua obra mais famosoa foi, sem dúvida, " a alma de todo o apostolado", publicada em 1907, e retocada diversas vezes, até 1917.

Sem estoque Informe o seu e-mail e o notificaremos assim que o produto chegar em nosso estoque:


Enviar Cancelar